Mandela deve ser enterrado dia 15, diz presidente
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sábado, 07 de dezembro de 2013
Folhapress 
São Paulo - O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, deverá ser enterrado em 15 de dezembro, disse o atual mandatário, Jacob Zuma, em entrevista coletiva ontem. O líder negro morreu na noite de quinta-feira, aos 95 anos.
Os eventos públicos e o velório do ex-presidente começarão na próxima terça, com uma missa solene no estádio Soccer City, em Johannesburgo. O local é o mesmo onde o mandatário apareceu publicamente pela última vez, em 11 de julho de 2010, na final da Copa do Mundo no país.
No mesmo dia 10, o corpo seguirá para Pretória, onde deverá ser velado por três dias no Union Buildings, a residência oficial da Presidência da República. A cerimônia deverá começar na quarta e terminar na sexta, com a passagem de chefes de Estado, líderes políticos nacionais e a população.
Dois dias depois, no dia 15, o corpo do líder negro será enterrado em Qunu, aldeia onde Mandela nasceu em 1918 e onde fica o mausoléu de sua família. E no dia 16 deve ser erguida uma estátua do ex-líder em frente ao Union Buildings.
Zuma convocou para o próximo domingo um dia nacional de orações e reflexões nos templos religiosos de todo o país para "refletir sobre a vida de Madiba [nome tribal de Nelson Mandela] e sua contribuição para nosso país e o mundo".
Na entrevista, o atual presidente afirmou que o amor demonstrado pelos sul-africanos e por outros países é "sem precedentes". "Isso demonstra a importância que Madiba tinha como líder. Devemos trabalhar juntos para organizar o melhor funeral possível para esse filho tão destacado do país e o pai da nossa nação."
Cerimônia
O sepultamento de Mandela será um dos maiores funerais do mundo e deverá contar com a presença de dezenas de chefes de Estado e governo, além de personalidades esportivas, da música e do cinema e de milhares de sul-africanos.
A expectativa é que o número de estadistas e governantes seja próximo ao do velório de João Paulo 2º, em 2005, que teve a presença de cinco reis, seis rainhas e 70 presidentes. A presidente brasileira Dilma Rousseff já informou que deverá ir à cerimônia.
Além dela, são esperados o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o príncipe Charles, o premiê britânico David Cameron e outros representantes polêmicos, como os ditadores de Cuba, Raúl Castro, e do Zimbábue, Robert Mugabe.
Libertado em 1990 após ter passado 27 anos atrás das grades do apartheid, Nelson Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul quatro anos depois. Foi um grande reconciliador, conquistando a admiração de ex-inimigos que ele soube escutar.
Mandela entra para a história por ter negociado com o governo do apartheid uma transição pacífica para uma democracia multirracial e por ter evitado uma guerra civil que, no início dos anos 1990, parecia praticamente inevitável.



