Segundo o estudo, a elevação das temperaturas fará com que mosquitos que transmitem a malária consigam viver em novas regiões, hoje livres da doença. Entre 260 milhões e 320 milhões de pessoas adicionais serão afetadas pela malária até 2080. Na África, a elevação de 1 grau Celsius é capaz de ampliar em dez vezes o número de mosquitos.
A dengue seguiria um padrão similar, atingindo principalmente cidades diante da falta de saneamento e água parada. Até 2080, 6 bilhões de pessoas estarão entre a população ameaçada pela doença. Sem os efeitos das mudanças climáticas, esse número variaria entre 3 bilhões e 5 bilhões de pessoas.
Outra ameaça é a questão de acesso à água e alimentos. A produção de grãos em vários países pode sofrer quedas importantes, levando a conflitos. Além disso, a falta de água pode acabar gerando um número ainda maior de refugiados, além de incrementar problemas como gastroenterite.
Até 2020, 250 milhões de pessoas podem sofrer com a falta de água apenas na África se nada for feito para frear as mudanças climáticas. Diarreia e má-nutrição, portanto, podem acabar agravando a situação de outras doenças.(A.E.)

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