Malala quer intensificar luta pela educação
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sexta-feira, 06 de setembro de 2013
France Presse 
Haia - A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, atacada com tiros na cabeça por talibãs em outubro de 2012 por defender o direito de educação das meninas, comprometeu-se ontem a intensificar seu combate por "um mundo onde todos possam ir à escola". Durante uma cerimônia na cidade holandesa de Haia, onde recebeu o Prêmio Internacional pela Paz Infantil (International Children's Peace Prize), Malala garantiu que o atentado contra ela só fortaleceu sua determinação.
"Eu sou apenas um dos alvos da violência dos talibãs", afirmou a estudante paquistanesa durante discurso. "Há muito a ser feito para que as crianças do mundo inteiro tenham o direito de ir à escola".
Ícone da resistência aos talibãs, a adolescente de 16 anos recebeu o prêmio das mãos da iemenita Tawakkol Karman, prêmio Nobel da Paz em 2011. Malala concorre este ano ao Nobel da Paz. "Você é minha heroína", disse Karman, referindo-se às palavras de Malala: "Ninguém pode me impedir ou impedir qualquer menina de estudar". "A bala que atingiu sua cabeça naquele momento é um momento importante da história do Paquistão", disse a iemenita à menina.
Malala ficou famosa ao escrever um blog para a BBC, em que contava a opressão dos talibãs e sua paixão pela escola. Como punição a seu engajamento, ela foi alvo de um atentado em 9 de outubro de 2012, quando o ônibus em que ela para o colégio foi atacado. O Prêmio Internacional pela Paz Infantil, iniciativa da fundação holandesa KidsRights, recompensa, desde 2005, uma criança "por seu engajamento pelos direitos infantis". O prêmio, de 100.000 euros, é revertido em projetos ligados às causas dos laureados.


