Mais violência em Israel
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de novembro de 2001
France Presse <br> De Jerusalém 
Dois palestinos dispararam suas metralhadoras indiscriminademente, ontem, no Norte de Israel, matando duas pessoas e ferindo 34 antes de serem eliminados. Na mesma hora, os dois emissários norte-americanos discutiam com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, as possibilidades de um cessar-fogo.
O atentado, realizado com armas automáticas na entrada da estação final de ônibus de Afula, mostra as grandes dificuldades que o general aposentado, Anthony Zinni, e o subsecretário de Estado para o Oriente Médio, William Burns, têm pela frente.
Um porta-voz do governo israelense, Avi Pazner, classificou o atentado de ''mensagem de boas-vindas dos palestinos'' aos dois emissários norte-americanos que tentam conseguir um cessar-fogo. O atentado ''mostra a determinação das organizações terroristas em dar sequência a suas ações mortais, apesar dos esforços para conseguir o cessar-fogo'', declarou Avi Pazner. Ele ainda disse que o ataque mostra que ''a Autoridade Palestina dirigida por Yasser Arafat não faz absolutamente nada para deter o terrorismo''.
Quando aconteceu o atentado, os emissários estavam reunidos com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.
Num telefonema anônimo ao escritório da AFP em Gaza, o movimento palestino radical Jihad Islâmico reivindicou o atentado de Afula. A fonte anônima afirmou que foi uma represália pela morte de cinco crianças palestinas, de 6 a 14 anos, na quinta-feira em Jan Yunes (Faixa de Gaza), na explosão de uma bomba


