São Paulo - O Prêmio Nobel de Química 2006 foi concedido ao cientista americano Roger D. Kornberg por seus trabalhos sobre um dos elementos chaves da vida: a transcrição dos genes. ''Suas pesquisas se referem à maneira como a informação dos genes é copiada e depois transferida às partes das células que produzem as proteínas'', afirma a Real Academia de Ciências da Suécia, que concede o prêmio.
Kornberg, de 59 anos, é professor de medicina na Universidade de Stanford, da Califórnia (EUA), e filho de Arthur Kornberg, que recebeu o Nobel de Medicina em 1959 por seus trabalhos sobre a genética. Desde a infância viveu no universo científico, influenciado pelos pais, ambos cientistas de alto nível. Os Nobel não representam uma novidade para este homem, que em 1959 viajou para Estocolmo para assistir à entrega do prêmio de Medicina a seu pai, Arthur.
Kornberg tinha 12 anos na época e as moléculas já eram parte de sua vida. Os trabalhos de seu pai estavam relacionados com a genética e a sua mãe, a bioquímica Sylvy, havia ajudado nas pesquisas do marido. ''Em casa, falávamos de ciência durante o jantar, às vezes pelas tardes e durante as atividades de fim de semana. A ciência era um prazer e algo completamente natural para meus irmãos e para mim'', disse o químico a uma revista científica.

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