O presidente norte-americano George W. Bush anunciou ontem uma série de medidas para reforçar a segurança aérea e dar garantias aos cidadãos que, depois dos atentados de 11 de setembro, olham com certa desconfiança para as companhias aéreas, algumas delas já à beira da falência.
''Estamos aqui para dizer o mais claramente possível aos americanos: voltem a viajar de avião e ponham os Estados Unidos para trabalhar'', afirmou o presidente em Chicago, onde anunciou seu plano de segurança ante milhares de empregados das empresas aéreas reunidos no aeroporto O'Hare, o maior dos Estados Unidos.
Num e noutro lado foram estacionados dois aparelhos, um da United Airlines e o outro da American Airlines, simbolizando os quatro aviões das duas companhias, sequestrados dia 11 de setembro por terroristas e que foram lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York e contra o Pentágono, perto de Washington, e na Pensilvânia, matando cerca de 5 mil pessoas.
O plano de 500 milhões de dólares anunciado por Bush prevê a mobilização crescente de guardas armados nos aviões de carreira, a instalação de portas mais resistentes para separar a cabina de pilotagem do compartimento de passageiros, sistemas de vigilância da cabina e do espaço destinado aos passageiros e a instalação de câmaras de vigilância de funcionamento ininterrupto.
O governo federal supervisionará daqui para a frente os controles de passageiros antes do embarque nos aeroportos.
Enquanto espera a aprovação destas medidas pelo Congresso, Bush pedirá aos governadores estatais que mobilizem os membros da guarda nacional nos 420 grandes aeroportos americanos para reforçar esses controles.
''Com todas estas medidas vamos devolver as companhias aéreas aos americanos e o transporte aéreo voltará a ser (parte de) nossa forma de vida'', declarou o presidente.
A Casa Branca se negou ontem a revelar quantos guardas armados seriam mobilizados nos aviões de carreira. ''Estarão naturalmente vestidos com roupas civis e se parecerão com qualquer outro passageiro'', precisou Bush.
Alguns elementos do plano, particularmente os relacionados à segurança e aos controles dos aeroportos já foram criticados pelos democratas.
Os controles dos passageiros e das bagagens de mão são realizados nos aeroportos americanos por empresas privadas contratadas, com empregados mal remunerados, em geral.
Bush descartou uma proposta da Associação de pilotos, que conta com 67.000 filiados, de permitir que o comandante e seu assistente usem armas. Aplaudido várias vezes, o presidente reafirmou a vontade de ''ganhar a guerra contra o terrorismo'', destacando que isso exigirá ''paciência e determinação'' e que nem sempre será visível.

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