LIMA - Os 72 reféns mantidos por um comando do grupo Tupac Amaru dentro da embaixada japonesa em Lima completaram ontem três meses no cativeiro, sem que haja nenhuma esperança para a solução da crise, a mais longa do tipo na América Latina. Em um rápido pronunciamento feito ontem, o presidente peruano, Alberto Fujimori, disse muito pouco além de lamentar ‘‘a terrível situação’’.
Famílias dos reféns se reuniram ontem para um ‘‘Dia de Solidariedade’’ e organizaram uma ruidosa manifestação nacional ao meio-dia local: motoristas fizeram disparar os alarmes de seus automóveis em frente à Embaixada, moradores da área foram ao local para um ‘‘panelaço’’ e um ‘‘apitaço’’. Ao som de apitos, batidas de panela, alarmes e buzinas somaram os sinos das igrejas próximas ao bairro San Isidro.
Em várias igrejas de Lima e do restante do País, missas especiais foram rezadas em solidariedade aos reféns. No Congresso, parlamentares peruanos fizeram um minuto de silêncio e depois bateram palmas e gritaram eslogans pela libertação dos reféns. Está previsto para hoje mais um encontro entre governo e MRTA.

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