Mais dióxido de carbono no ar
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de novembro de 1998
France Presse 
O aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) foi de 7% entre 1990 e 1996, com uma tendência a estabilizar-se nos países industrializados e uma explosão nos países em desenvolvimento, segundo dados da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da Agência Internacional de Energia (AIE), difundidas neste último final de semana na Conferência sobre Mudança Climática, que se realiza em Buenos Aires.
Com exceção da Rússia, a maioria dos grandes países emitiu mais dióxido de carbono em 1996 do que em 1990, ano de referência para a aplicação da Convenção sobre o Clima da ONU e do Protocolo de Kioto.
Os Estados Unidos, com 5,324 bilhões de toneladas em 1996, continuam sendo o país mais contaminante de CO2 em todo o mundo. Suas emissões aumentaram mais de 9% desde 1990. O crescimento no Japão é de 11%.
Rússia e Ucrânia continuam em baixa, devido à recessão.
Uma exceção na Europa Central é a Polônia, cujo crescimento foi reiniciado, mas também suas emissões (+5%). Na Turquia, que pode ser sede da próxima Conferência Mundial, ano que vem, subiram 22% e na Arábia Saudita 45%.
Em troca, alguns países industrializados conseguiram estabilizar suas emissões de CO2: a Grã-Bretanha (menos 0,4%). a França (+1,6%), a Itália (+3%) e a Alemanha (-8%).
O crescimento em países como China e Índia se confirma. As emissões chinesas cresceram 33% emtre 1990 e 1996 e as da Índia 44%. A Coréia do Sul bateu todos os recordes com um aumento de 75%.
Na relação dos países do mundo que mais poluem o ambiente, o Brasil ocupa o 18.o lugar, conforme dados divulgados na Conferência sobre Mudança Climática.


