Paris - A falta de água potável atinge 1,1 bilhão de pessoas no mundo e 2,4 bilhões vivem sem serviços sanitários e de esgoto, segundo números publicados na quinta-feira pela agência da ONU Água, Saúde e Higiene para Todos (WASH, na sigla em inglês).
Dois bilhões e duzentos milhões de pessoas, sobretudo crianças, morrem ao ano nos países pobres por causa de doenças provocadas por falta de água potável, de serviços sanitários adequados e de falta de higiene.
A cada dia, seis mil crianças morrem de diarréia. O simples hábito de lavar as mãos com água e sabão reduz a incidência destas doenças em 33%. A melhora da qualidade da água reduz os casos de diarréia entre 15% e 20%, a utilização de vasos sanitários, em 40%.
A comunidade internacional se comprometeu, no ano 2000, durante a Cúpula do Milênio, a reduzir para a metade o número de pessoas privadas de água potável no mundo até 2015. Este compromisso foi ampliado na Cúpula da Terra, celebrada em 2002, em Johannesburgo (África do Sul), para as populações sem serviços sanitários.
Em 1990, a ONU pôs em andamento a iniciativa Água, Saúde e Higiene para Todos (WASH), com o objetivo de tornar mais eficaz a ação da comunidade internacional na questão. Segundo a ONU, Coréia do Sul, Afeganistão, Bangladesh, Nepal, Etiópia, Índia, Iêmen, Camboja, Burundi e Eritréia são os dez países com piores condições de higiene.

mockup