Kigali
O ataque da última quarta-feira contra os refugiados tutsis congoleses do acampamento de Mudende (Noroeste de Ruanda) causou mais de mil mortos, afirmou ontem uma organização ruandesa de defesa dos direitos humanos.
Segundo o representante desta organização com base em Kigali, que pediu o anonimato, a insegurança reinante na região impediu a contagem total das vítimas mortais do ataque, atribuído a elementos do antigo exército hutu ruandês e a milícias hutus.
Esta fonte citou uma testemunha da matança, que perdeu três membros de sua família durante o ataque e que disse ter assistido ao enterro de 841 corpos.
O balanço de vítimas não pára de aumentar desde a quinta-feira. O último deles, comunicado ontem por uma fonte do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, dava conta de mais de 300 mortos, mas este total parece muito inferior à realidade, conforme os mais diferentes informantes.
O governo de Kinshasa, pr sua parte, havia afirmado sexta-feira que 1.643 refugiados perderam a vida nas matanças de Mudende.

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