Galveston (EUA) - A cidade texana de Galveston, erguida sobre uma ilha no Golfo do México, está praticamente vazia, com cerca de 90% de sua população retirada, e se prepara para o potencial impacto do Rita, pouco mais de 100 anos depois de ter sido palco do pior furacão já registrado no país e que deixou pelo menos oito mil mortos, anunciou ontem um funcionário municipal.
''Eu diria que 90% de nossos habitantes deixaram a ilha'', afirmou Steve LeBlanc, da Câmara de Vereadores. ''Tenho a impressão de estar em uma cidade fantasma, mas isso é uma coisa boa'', disse ele, avaliando que ''o esforço de evacuação foi coroado de sucesso''.
A prefeita Lyda Ann Thomas comemorou a cooperação das autoridades estaduais e federais. ''Devo dizer que foram eles que nos contactaram para saber do que precisávamos'', contou, ao se referir aos telefonemas do governador do Estado, Rick Perry, e de um representante do Departamento para a Segurança Interna, em Washington. Segundo ela, a cidade pediu o envio de 1.500 guardas nacionais e duas equipes de socorristas para ajudar nas tarefas após a passagem de Rita.
Desde quarta-feira, as autoridades texanas e federais pedem a todos os moradores da costa do Golfo do México, em particular entre as localidades de Corpus Christi (oeste) e de Galveston (leste), que se dirijam para o interior. Uma saída em massa da cidade de 57 mil habitantes começou na quarta-feira e centenas de carros congestionaram o tráfego em direção à cidade de Houston, 60 quilômetros ao noroeste.
Para vários moradores, a destruição causada pelo Katrina a Nova Orleans e ao estado do Mississippi em 29 de agosto passado foi um alerta.

mockup