Mais de 70 mil protestam na Síria
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Folhapress 
São Paulo - Mais de 70 mil pessoas protestaram ontem na cidade de Homs, na Síria, epicentro das manifestações iniciadas em março pedindo a renúncia do ditador Bashar al Assad, no mesmo dia em que os 50 monitores da Liga Árabe chegaram ao país para uma reunião com o governador da província de mesmo nome. O objetivo é investigar se o regime está se movimentando para dar fim à repressão que, segundo a ONU, já deixou mais de 5 mil mortos.
Segundo a organização internacional de direitos humanos Avaaz, ao menos 32 foram mortos ontem no país, nas cidades de Homs, Daraa, Hama, Damasco e Deir Ezzor.
Já a Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), colocou em mais de 70 mil o número de pessoas que foram às ruas de Homs estimuladas pela presença da delegação árabe na cidade.
Agências de notícias relataram durante o dia que o governo retirou grande parte de seus tanques de guerra das ruas de Homs, durante a visita dos diplomatas árabes, e que a repressão aos milhares de manifestantes se deu sobretudo com o uso de bombas de gás lacrimogêneo.
O general sudanês Mustafa Dabi, chefe da equipe de 50 monitores do bloco árabe que quer investigar se Assad está colocando em prática um acordo assinado semanas atrás, disse que o primeiro dia em Homs teve um resultado ''muito bom'' e que todos os lados estavam respondendo aos enviados.
''Estou retornando a Damasco para reuniões e voltarei a Homs amanhã (hoje). A equipe vai ficar em Homs. Hoje (ontem) foi um dia muito bom já que todos os lados colaboraram'', avaliou.
A manifestação foi organizada por militantes para ''denunciar os crimes do regime'' de Assad contra a população, informou o OSDH, com sede em Londres. Muitos manifestantes procedentes dos bairros de Hamra e Al Qusur seguiram para o local dos protestos. Outra manifestação foi organizada depois das orações do meio-dia no bairro rebelde de Bab Dreib, assim como no bairro de Jab al Jandali.


