Bagdá - Mais de 61% dos iraquianos convocados a votar participaram no sábado no referendo a respeito do projeto de Constituição em uma votação que transcorreu em condições de segurança aceitáveis, apesar de ataques armados, sabotagens e intimidações.
Segundo uma primeira estimativa por um representante da comissão eleitoral, Abdel Hussein Hindaui, uma grande maioria de iraquianos, 61% dos habilitados, participou da votação.
O governo americano estava atento ao resultado, que não será divulgado antes de três dias, pois isso determinará a evolução de sua estratégia no país com a retirada de suas tropas como pano de fundo.
''Este fim de semana marca um momento decisivo na História do Oriente Médio'', afirmou o presidente George W. Bush em seu programa semanal de rádio.
Os colégios fecharam às 17h00 locais (11h00 de Brasília) depois de terem ficado abertos durante 10 horas para cerca de 15,5 milhões de iraquianos conclamados a se pronunciar sobre o texto constitucional e a formar as bases do novo Estado pós-Saddam Hussein, federal e descentralizado.
O encerramento da votação foi saudado por tiros de alegria em Bagdá.
A contagem começou imediatamente depois. A participação foi ''boa'', sobretudo no sul xiita e no norte curdo, informou outro representante da Comissão Eleitoral, Adel Lamy, sem dar mais detalhes.
Apesar das ameaças de grupos extremistas de perturbar o dia de votação, principalmente da célula iraquiana da al-Qaeda, não houve nenhum ataque maior contra os eleitores como nas eleições legislativas de 30 de janeiro. No total, fontes da ONU registraram 17 incidentes técnicos, pela ausência de nomes nas listas eleitorais ou por pressões de pessoas para que os eleitores votassem ''não''. As medidas de segurança foram muito rígidas. Os eleitores eram registrados duas vezes, longe dos colégios e na entrada. Os homens tinham que levantar suas roupas para que os guardas se assegurassem de que não carregavam cinturões de explosivos, evitando que a negligência ocorrida nas eleições de janeiro não viesse a ocorrer novamente quando vários terroristas a pé atacaram os centros de votação.

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