Guayaquil, Equador - O papa Francisco, de volta à América do Sul dos "mais frágeis", celebrou ontem em Guayaquil a primeira missa campal de seu giro pela América do Sul, aguardada por 600 mil fiéis exaustos após longas e sacrificantes vigílias. No segundo dia de uma visita que também o levará à Bolívia e ao Paraguai, Francisco viajou cedo de Quito a Guayaquil (sudoeste) para o encontro com os católicos no parque Los Samanes.
Francisco chegou de avião e depois iniciou seu percurso de carro em direção ao Santuário do Senhor da Divina Misericórdia, nos arredores de Guayaquil, onde se reuniu brevemente com 2 mil convidados, incluindo doentes e deficientes físicos antes de ir a Los Samanes. Aguardando nos dois lados da rua com bandeiras e chorando de emoção, milhares de pessoas saudaram a caravana. Francisco fez o percurso com a janela aberta distribuindo sorrisos e bênçãos.
Ao chegar ao santuário, o Papa brincou com os fiéis, ao afirmar: "Dou a benção a vocês. Não, não vou cobrar nada, mas peço, por favor, que rezem por mim. Prometem?", declarou. Seu comentário provocou risadas entre as pessoas presentes no Santuário do Senhor da Divina Misericórdia.
Após o ato litúrgico em Los Samanes, Francisco se dirigiria ao colégio Javier dos Jesuítas, onde almoçaria com outros religiosos e descansaria com o presidente Rafael Correa, além de visitar a catedral metropolitana.
Em suas primeiras horas no Equador, Francisco já deu mostras da simplicidade e da simpatia que o tornaram famoso no mundo: deixou que tirassem selfies no aeroporto, permitiu que um jornalista beijasse sua mão e saiu surpreendentemente para abençoar os fiéis que o aclamavam durante a noite nos arredores da Nunciatura Apostólica, onde se aloja, não sem antes pedir que deixassem os vizinhos dormir.
Em sua nona viagem ao exterior, que se estenderá até 12 de julho, Francisco passará por três países de maioria católica e com um histórico de pobreza e desigualdade que castiga principalmente a população indígena. Em sua primeira mensagem, Francisco convidou Correa a incentivar "o diálogo e a participação sem exclusões" após um mês de protestos contra e a favor do governo de esquerda.
Francisco, de 78 anos, e que estará no Equador até amanhã, oferecerá ali sua primeira mensagem à América do Sul depois da Jornada Mundial da Juventude, no Brasil, em 2013.

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