As mesas eleitorais, que permitiram que os albaneses votassem ontem para eleger os novos deputados e uma eventual restauração da monarquia, fecharam às 18h locais, segundo a Comissão Eleitoral Central, que considerou que a participação superou os 60%. Vários colégios eleitorais do país tiveram de abrir com atraso por não terem recebido o material eleitoral, mas o fechamento não foi prolongado em respeito à lei fixada há alguns dias para permitir que os colégios eleitorais fechassem mais cedo e, dessa forma, evitar que as urnas fossem transportadas durante a noite.
A preocupação era unânime sobre o que poderia acontecer ao final da eleição. A polícia temia que se sucedessem revoltas de grandes dimensões por causa das inúmeras armas de guerra nas mãos da população. O toque de recolher às 22h locais, instaurado na Albânia desde 1º de março passado, foi suspenso ontem, confirmou o ministério do Interior. No entanto, o estado de exceção continuava em vigor.
As tropas da Força Multinacional de Proteção (FMP) prosseguiam patrulhando. Houve alguns confrontos, especialmente um tiroteio que tirou a vida do presidente de uma mesa eleitoral do Partido Democrático (do presidente Sali Berisha).

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