Santiago - Pinochet passou os últimos anos de sua vida morando na Capital chilena e enfrentando acusações de abusos aos direitos humanos e fraudes cometidos durante os 17 anos em que esteve no poder. Sob seu regime, mais de 3 mil pessoas foram mortas por sua polícia secreta.
Apesar das acusações, o ex-general não chegou a ir a julgamento, já que sua equipe de defesa sempre alegou que sua saúde era muito frágil para que ele enfrentasse o processo judicial.
Recentemente, quando completou 91 anos, Pinochet divulgou comunicado assumindo a ''responsabilidade política'' pelos atos cometidos durante seu regime, mas que a única razão para suas medidas era ''fazer do Chile um grande país e evitar a desintegração''.
''Perto do final dos meus dias, quero manifestar que não guardo rancor de ninguém, que amo a minha pátria acima de tudo, que assumo a responsabilidade política de tudo que aconteceu'', afirmou o ex-ditador em mensagem lida por sua mulher, Lucía Hiriart.
Pinochet enfrentava processos por crimes de violações dos direitos humanos, fraude ao fisco e uso de passaportes falsos no chamado Caso Riggs - aberto após a descoberta de contas secretas no exterior, nas quais ele acumulou fortuna de US$ 27 milhões, cuja origem não foi determinada.

Direitos humanos - Entre os processos relacionados a direitos humanos, figuram o desaparecimento de dissidentes em 1975, na chamada Operação Colombo, na qual Pinochet foi acusado de envolvimento no sequestro de ao menos três dissidentes por serviços de segurança de seu governo.
O ex-ditador chegou a ser preso em diversas ocasiões em conexão com os crimes. No mês passado, o juiz Víctor Montiglio ordenou a prisão domiciliar o ex-ditador como suposto responsável pelo sequestro e homicídio de dois presos políticos em 1973, dentro do caso chamado ''Caravana da Morte''.
As duas vítimas da ''Caravana'', Wagner Salinas e Francisco Lara, eram membros da segurança do presidente socialista Salvador Allende, que se suicidou no palácio de La Moneda durante o golpe liderado por Pinochet.

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