Em 24 meses, 3.289 pessoas foram assassinadas na Colômbia, tanto por guerrilheiros de esquerda como por paramilitares de direita, informou ontem o comandante do Exército, general Jorge Mora, ao denunciar os crimes no Dia dos Direitos Humanos.
Nesse período equivalente a dois anos, os grupos guerrilheiros de extrema esquerda assassinaram 1.693 pessoas nos 32 departamentos (estados) colombianos, enquanto os paramilitares da extrema direita foram responsáveis por 1.595 mortes, segundo Exército.
O general disse que 77% das mortes atribuídas à guerrilha foram de autoria das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e 21% de autoria do Exército de Libertação Nacional (ELN); os dois movimentos são os mais ativos entre os grupos rebeldes do país.
Pelos demais assassinatos (2%), foram responsáveis os grupos menores, como o Exército Revolucionário do Povo (ERP), a frente ‘‘Jorge Eliecer Gaitán’’ e a coluna ‘‘Jayme Bateman Cayón’’.
A maior parte dos homicídios cometidos pelos paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) ocorreram nas regiões de Antioquia, Cesar, Magdalena e Valle del Cauca.
‘‘A degradação do conflito armado pelas ações dos paramilitares e da guerrilha é crescente e muito grave, e gerou a expulsão de civis em 763 dos 1. 120 municípios do país’’, diz um documento da Presidência da República, divulgado por ocasião do Dia dos Direitos Humanos.

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