Madri - Cerca de 20.000 pessoas, segundo a polícia local, protestaram ontem contra o terrorismo em Leganés, periferia sul de Madri, onde se mataram no sábado pelo menos cinco islamitas radicais ligados aos atentados de 11 de março em Madri.
As entidades sociais que convocaram a manifestação sob o lema ''Pela paz, contra o terrorismo'', pediram em comunicado o retorno das tropas espanholas do Iraque, e expressaram sua solidariedade com as vítimas dos ataques de Madri, que deixaram 191 mortos e mais de 1.900 feridos, e com o policial morto no sábado durante a operação de Leganés.
Nenhum representante do governo de Madri ou da prefeitura madrilenha, ambos pertencentes ao Partido Popular (PP, direita) do presidente do governo ainda em funções José Maria Aznar, presenciou a manifestação, alegando que esta tinha sido objeto de uma ''grave manipulação política'' e transformada em ''protesto contra a guerra no Iraque''.
Ao contrário, altos dirigentes do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) estavam na manifestação, à qual também se juntou um grupo de trabalhadores marroquinos que quis expressar solidariedade às vítimas, ostentado cartazes escritos em árabe.
No final da manifestação, a atriz espanhola Pilar Bardem leu um comunicado no qual rejeitou ''a política da guerra'' e pediu ''a retirada das tropas espanholas do Iraque''.
Leganés foi o cenário no sábado de um desdobramento policial sem precedentes, destinado a cercar pelo menos cinco islamitas radicais, suspeitos de serem os autores dos atentados de 11 de março. Os cinco se suicidaram ao detonar uma forte carga explosiva no apartamento onde estavam, matando um policial.

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