São Paulo - Bombeiros conseguiram resgatar 28 sobreviventes dos deslizamentos de terra que devastaram o Condado de Zhouqu, na Província de Gansu, na China. Ao menos 127 pessoas morreram na tragédia, causada pelas fortes chuvas na região, e outras 1.3 mil ainda estão desaparecidas.
Segundo o Ministério de Segurança Pública, 1.180 bombeiros e funcionários trabalham com equipamentos como detectores e botes para resgatar os moradores de Gansu, da vizinha Província de Sichuan e da região autônoma de Ningxia Hui das enchentes.
Água, lama e pedras atingiram em cheio Zhouqu, uma região dominada por colinas íngremes e estéril, após as chuvas torrenciais na noite de sábado, afirmou a agência de notícias Xinhua, citando autoridades locais.
O escoamento da chuva acumulada foi para o Rio Bailong, que atravessa a principal via de Zhouqu, causando cheia e deslizamentos de terra que atingiram a cidade depois da meia-noite e deixaram pelo menos 127 mortos, segundo a Xinhua. ''Nós tivemos desabamentos, mas nunca nada tão ruim. As pessoas estão tentando encontrar as suas famílias e à espera de resgate'', disse o comerciante Han Jiangping. Mais chuva está prevista para amanhã.
As enchentes cobriram cerca de metade da sede do Conselho de Zhouqu, que tem cerca de 40 mil residentes. A água da inundação atingiu até três andares em alguns edifícios, envolvendo-os na lama.
Cerca de 2,8 mil militares e 100 profissionais da área médica correram para ajudar e 5 mil barracas estavam sendo enviados para a cidade, disse a Xinhua. ''Agora a lama se tornou o maior problema para operações de resgate. É muito grosso para caminhar ou conduzir através dela'', disse o chefe do Conselho, Diemujiangteng, segundo a Xinhua. O presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao, disseram que as equipes não vão poupar esforços para salvar vidas.

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