Mais 70 mil pessoas devem deixar entorno de Daiichi
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terça-feira, 24 de maio de 2011
Agência Estado 
Setenta mil pessoas que vivem além da zona de restrição de 20 quilômetros no entorno da usina Daiichi, em Fukushima, no Japão, devem ser retiradas de suas casas por conta da radioatividade ainda presente na usina nuclear, afirmou uma agência francesa.
Atualizando seu levantamento sobre o desastre de 11 de março, o Instituto para a Proteção Radiológica e Segurança Nuclear da França (IRSN, na sigla em francês) destacou uma área fora da zona de exclusão, a noroeste da usina. Segundo o órgão francês, os níveis de radioatividade nessa área são elevados e justificam a retirada da população dali.
Em comunicado divulgado ontem, o IRSN notou que os níveis de radiação na área variam de várias centenas de becquerels por metro quadrado para milhares ou mesmo milhões de becquerels por metro quadrado.
Cerca de 70 mil pessoas, incluindo 9,5 mil crianças com até 14 anos, vivem na área, "o mais contaminado território fora da zona de exclusão", segundo a agência.
Caso permaneçam na área, os moradores devem ser expostos a mais de 10 millisieverts de radiação em um ano, segundo o IRSN.
Entre as 70 mil pessoas na zona estudada, o IRSN notou que mais de 26 mil podem ser expostas a mais de 16 millisieverts no primeiro ano após o desastre. Em 15 de maio, o Japão começou a retirar 4 mil moradores da vila de Iidate-mura e 1,1 mil pessoas da cidade de Kawamata-cho, a 30 quilômetros da usina. O relatório do IRSN é baseado em dados de radioatividade coletados por autoridades japonesas e por sobrevoos dos Estados Unidos na zona.
informações são da Dow Jones.


