Mais 4 jornalistas mortos no Afeganistão
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terça-feira, 20 de novembro de 2001
Agência EFE<bR>De Cabul 
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) confirmou a morte de quatro jornalistas no Afeganistão ontem, quando viajavam em um comboio de Jalalabad à capital afegã, Cabul. Até o momento não se verificou a identidade das vítimas, mas o enviado espanhol do jornal ''El Mundo'', Julio Fuentes, a italiana do
''Il Corriere della Sera'', Maria Grazia Cutuli, assim como o câmera australiano Harry Burton, e Azizulallah Haidiri, de origem afegã, ambos da agência britânica de notícias Reuters, são dados como desaparecidos.
Segundo diferentes informações, o comboio, que viajava pela província oriental de Nangarhar, foi emboscado a cerca de 90 quilômetros de Cabul por um grupo de homens armados, que matou os repórteres. A coluna de automóveis estava composta por cerca de 10 veículos, e quando foi detida os assaltantes obrigaram a alguns dos ocupantes a descer do veículo.
A província de Nangarhar foi conquistada por forças antitalebans na semana passada, mas alguns grupos de guerrilheiros e combatentes árabes do movimento radical fundamentalista muçulmano mantinham nos últimos dias esforços de resistência.
ConfirmaçãoEm Roma, o presidente da República italiana, Carlo Azeglio Ciampi, confirmou ontem a morte no Afeganistão da enviada especial do diário ''Il Corriere della Sera'', Maria Grazia Cutuli, 39 anos, que estava no comboio atacado na estrada de Jalalabad junto a outros três colegas. ''A notícia nos enche de uma profunda dor'', declarou o chefe de Estado italiano.
Outros três jornalistas, o espanhol Julio Fuentes do diário ''El Mundo'', um cinegrafista australiano e um fotógrafo afegão da agência britânica Reuters, também desapareceram desde a referida tragédia, informaram suas redações.


