Trinta e cinco civis foram mortos em novos ataques durante o fim de semana na Argélia, enquanto tropas do governo perseguiam os assassinos de mais de 400 pessoas mortas em massacres na última semana, informaram ontem jornais argelinos.
Unidades militares de choque, apoiadas pela polícia e forças paramilitares, varreram a floresta de Remka e a montanha Quarsenis no oeste da Argélia, perseguindo os supostos autores do massacre de 412 pessoas na vizinha área de Relizane na noite de terça para quarta-feira da semana passada, disse o jornal ‘‘Le Matin’’.
O jornal informou que os homens armados perseguidos eram membros do Grupo Islâmico Armado (GIA), a mais radical facção argelina, que o governo culpou pela maioria dos massacres de civis nos últimos dois anos.
O ‘‘Le Matin’’ afirmou que Antar Zouabri, o chefe do GIA, pode estar entre os homens sendo perseguidos, acrescentando que alguns rebeldes foram mortos durante a ofensiva.
Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos massacres em vilarejos na província de Relizane, na qual 412 pessoas morreram em uma noite, segundo o jornal argelino ‘‘Libert钒.
Mais de 30 civis foram mortos em falsos bloqueios de estradas e em outros ataques em várias regiões argelinas, incluindo a capital Argel. Os massacres e outras mortes relatadas por jornais argelinos aumentaram para cerca de 500 o número de civis que morreram nos primeiros 6 dias do mês sagrado muçulmano do Ramadã.
A França, rompendo um silêncio de dois anos sobre assuntos internos da Argélia, pronunciou-se ontem sobre a maneira pela qual o país está lidando com seus assuntos internos, apelando para que as autoridades façam mais para evitar massacres e para que se movam mais rapidamente em direção à democracia.
‘‘É dever de todo governo permitir que seus cidadãos vivam em paz e segurança colocando um fim à violência’’, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Yves Doutriaux aos repórteres.
‘‘As autoridades francesas encorajam o governo argelino a perseguir sem descanso o processo de reforma prometido pelo presidente (Llamine) Zeroual desde 1995’’, disse Doutriaux. Ele fez as observações no pronunciamento diário do ministério. O fundamentalismo islâmico boicotou eleições promovidas no final do ano passado, acusando manipulação e fraudes.

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