Ansa
De Sydney
Três membros da equipe da ONU foram mortos num ataque ocorrido no distrito de Eemera, no Timor Leste, afirmou ontem o ex-primeiro-ministro australiano Tim Fischer. O ex-premier, que está no Timor como observador, afirmou à rádio australiana ABC que ‘‘três membros locais da ONU foram mortos durante a noite depois do fechamento das mesas eleitorais’’. Além disso, as milícias armadas que se opõem à independência da província, anexada à força pela Indonésia em 1975, impediram que 150 membros da ONU deixassem a cidade de Gleno, porém não havia notícias de vítimas.
Dezenas de milicianos pró-Jacarta, vestidos com camisas negras, patrulham as ruas da capital Dili e controlam o aeroporto para garantir que nenhum habitante abandone a ilha, declarou um porta-voz da Frente Unida para a Autonomia do Timor Leste, que reúne a milícia antiindependência.
A Frente anunciou também que pôs fim à cooperação com a ONU até que várias questões, referentes à apuração dos votos e ao fato de seus membros não terem sido aceitos como observadores do plebiscito, sejam resolvidas. A Frente exige também o esclarecimento ‘‘das violações, manipulações e irregularidades ocorridas durante o processo de votação’’.
Sob o patrocínio da ONU, 98,6% dos eleitores cadastrados no Timor Leste foram na segunda-feira às urnas para decidir o futuro da província: a independência ou a autonomia, mantendo ligação com o governo de Jacarta. Antecipando a vitória dos separatistas, o ministro das Relações Exteriores da Indonésia afirmou que o seu governo está pronto para entregar a administração do Timor Leste para a ONU. O resultado do plebiscito deverá ser conhecido na próxima semana.

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