Maioria trabalhista quer saída de Blair
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de junho de 2006
France Presse 
Londres - Pelo menos dois terços dos membros do Partido Trabalhista do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, querem que ele deixe seu cargo no mais tardar até o final de 2007, de acordo com uma pesquisa divulgada ontem pelo jornal ''The Guardian''.
Os resultados da enquete, a primeira significativa há uma década entre os trabalhistas, expõe a insatisfação dos membros deste partido de centro esquerda, cujo número de afiliados caiu até 200 mil, completa o jornal.
Segundo a pesquisa, 37% dos entrevistados desejam que Blair abandone suas funções antes do próximo congresso anual dos trabalhistas, em setembro próximo; 34%, antes do congresso de 2007; e apenas 11% antes do encontro de 2008.
Tony Blair já anunciou que não se candidatará a um quarto mandato consecutivo nas próximas eleições gerais previstas para maio de 2010 no máximo.
Ele também se comprometeu a nomear seu substituto em um tempo válido para preparar sua sucessão. O favorito de Blair é seu ambicioso ministro das Finanças, Gordon Brown.
Ao serem interrogados sobre os maiores erros do atual premier após sua primeira eleição em 1997, 52% citaram a invasão do Iraque; 49%, a submissão da Grã-Bretanha aos EUA; 46%, a privatização do serviço público e 36%, sua recusa a aumentar o imposto de renda dos mais ricos.
A pesquisa foi realizada entre 1º e 6 de junho.


