Mais de uma semana depois dos atentados de 11 de setembro, as pesquisas de opinião mostram resultados unânimes: a grande maioria dos norte-americanos apóia o presidente George W. Bush e aprova a realização de represálias militares, mas todos têm algum tipo de incerteza em relação a elas.

Pesquisa atrás de pesquisa, os resultados são os mesmos: entre 70 e 80% dos norte-americanos estão satisfeitos com o trabalho do presidente Bush e com a maneira como ele está administrando a crise. Em proporções similares, os norte-americanos se manifestam favoráveis a uma resposta militar dos Estados Unidos, inclusive se alguns compatriotas morrerem nessas circunstâncias.

Outras pesquisas, no entanto, indicam que os norte-americanos também querem que seu governo tenha certeza sobre a identidade dos responsáveis dos atentados.

Segundo Humphrey Taylor, analista-chefe do instituto Harris Interactive, o índice de aprovação do presidente está ''na estratosfera''. Ele lembra porém o exemplo do ex-presidente George Bush. Ele se beneficiou de um amplo apoio durante a guerra do Golfo em 1991, mas este se evaporou rapidamente quando os norte-americanos, mais preocupados com os assuntos econômicos, relegaram essa guerra a um segundo plano.

Taylor adverte que o apoio ''pode ser corroído'' se os norte-americanos considerarem, com ou sem razão, que a política praticada por seu governo fracassa.

Por sua parte, Noam Chomsky, professor da universidade MIT de Boston, disse que o impulso coletivo demonstrado através do patriotismo nos últimos dias não reflete toda a realidade. ''É muito mais complexo que isso'', declarou em uma entrevista, na qual citou um incipiente, mas cada vez maior, questionamento aos riscos e custos da guerra contra o terrorismo.

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