Nova Délhi - A primeira fase de longas eleições legislativas começou ontem na Índia, onde 670 milhões de eleitores no total devem renovar os 545 deputados da maior democracia do mundo e onde os nacionalistas indianos esperam reforçar sua predominância.
A polícia registrou atos de violência que causaram pelo menos dez mortes, principalmente em Caxemira, onde a guerrilha islamita e alguns partidos separatistas pediram o boicote à votação.
O processo eleitoral, previsto em cinco fases em todo o país, deverá finalizar em 13 de maio, com o anúncio dos resultados que determinarão que partido dominará a 14 câmara baixa do Parlamento federal e, portanto, o próximo governo de Nova Délhi.
Segundo a maioria das pesquisas, a direita nacionalista hindu do primeiro-ministro Atal Behari Vajpayee deve permanecer no poder aproveitando a boa conjuntura econômica, mas, como em 1999, se verá obrigada a formar uma coalizão.
Ontem, na primeira parte do processo, mais de 175 milhões de eleitores iriam às urnas para eleger entre 1.103 candidatos a deputado em 140 zonas divididas entre 13 Estados e três territórios da União Indiana, segundo a Comissão Eleitoral.
Longas filas se formaram desde o amanhecer em frente aos centros de votação, principalmente em Bihar (leste), Chattisgarh (centro), Karnataka (sul) e Gujarat (oeste). Em compensação, em alguns setores de Caxemira (norte) os eleitores não pareciam ter pressa para votar. Vários incidentes, principalmente nos distritos de Baramulla e Kupwara, deixaram dois membros das forças paramilitares e um civil mortos e 25 pessoas feridas.
Três soldados indianos e quatro supostos maoístas também morreram em violências em distintas partes do país. Esta é a décima quarta eleição legislativa nacional desde a independência em 1947 e se realiza cinco meses antes do previsto porque o partido no poder quis aproveitar uma conjuntura econômica favorável (crescimento previsto de 8% este ano) e um clima de distensão excepcional com o Paquistão.
O Bharatiya Janata Party (BJP, Partido do Povo Indiano), de Vajpayee, espera melhorar seu resultado de 1999 e superar as 200 cadeiras, mas, segundo as últimas pesquisas, não obterá a maioria absoluta, o que o obrigará a formar novamente uma coalizão com os grandes partidos regionais.

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