'Máfia anticubana' é aliada do narcotráfico, segundo Fidel Castro
Ansa
De Havana
Fidel Castro responsabilizou a máfia anticubana da Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA) e alguns legisladores americanos por influenciar o governo de Bill Clinton, torpedear acordos migratórios bilaterais e sabotar um eventual acordo sobre narcotráfico.
O presidente cubano acusou os senadores republicanos Jesse Helms e Dan Burton, autores da lei que reforçou o bloqueio à ilha em 1996, e congressistas de origem cubana de sabotarem um acordo antidrogas entre os dois países.
Ao sabotar este acordo, se convertem objetivamente nos maiores aliados do narcotráfico e sobre eles recai por inteiro o elevado grau de responsabilidade pelas centenas de toneladas de várias drogas que vão parar nas mãos dos jovens e adolescentes americanos, sublinhou Fidel.
O líder cubano falou durante a noite de anteontem por quase cinco horas na província de Cienfuegos, nas comemorações do 46º aniversário do Assalto ao Quartel de Moncada.
Durante seu discurso, Fidel afirmou que Cuba, por sua posição geográfica, é o ponto mais estratégico do hemisfério para combater o narcotráfico. A máfia de Miami e seus aliados no Congresso têm conseguido retardar por vários meses o entendimento entre Cuba e os Estados Unidos neste setor. Bastardos interesses políticos e o ódio contra um povo que não conseguiram dobrar e que querem destruir os inspira, denunciou Fidel.
O líder cubano reiterou a decisão de seu governo de seguir lutando contra o narcotráfico, apesar de os Estados Unidos continuarem rechaçando um acordo de cooperação para este fim com a ilha, pressionados por politiqueiros irresponsáveis, disse.





