As Mães da Praça de Maio realizaram ontem sua passeata semanal em frente à Casa Rosada, desafiando o Estado de Sítio e em meio a uma violenta repressão policial contra milhares de manifestantes, que realizavam protestos ligados à política econômica do governo.
Como em todas as quintas-feiras desde 1977, as Mães, com seus lenços brancos, realizaram a tradicional passeata na Praça de Maio para lembrar seus filhos desaparecidos durante a ditadura (1976-83), enquanto a poucos metros a polícia reprimia os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha.
As mulheres eram acompanhadas pelo prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, que poucas horas antes havia declarado à AFP que o presidente Fernando De la Rúa devia dar uma ''satisfação às demandas do povo'', e defendeu a ''continuidade institucional''.
No meio da manhã, sete integrantes do grupo Mães da Praça de Maio foram atingidas por balas de borracha e atacadas por cacetetes e cavalos da polícia, denunciou sua presidente, Hebe de Bonafini.
''Fizeram de tudo conosco: balas de borracha, cacetetes, e nos atacaram com os cavalos'', relatou a integrante do grupo Ebel Petrini.
Nenhuma das participantes da passeata sofreu porém danos físicos maiores, tendo porém de enfrentar a ação da polícia.

mockup