São Paulo - Passado um ano do massacre numa escola primária na cidade de Beslan, na Ossétia do Norte (uma das repúblicas da Federação Russa no Cáucaso), as mães das crianças mortas planejam se encontrar com o presidente Vladimir Putin para externar seu descontentamento com os esforços do governo na apuração do caso.
Entre 1º e 3 de setembro de 2004, mais de 30 terroristas tchetchenos armados fizeram reféns centenas de pessoas que estavam na escola, a maioria crianças. O cerco acabou com uma atabalhoada invasão de forças de segurança russas ao local e a morte de 331 pessoas, cerca de metade eram crianças.
Segundo Susanna Dudiyeva, um grupo de mães que, como ela, perderam seus filhos em Beslan seguirá para Moscou hoje, a fim de pressionar Putin. Muitos parentes de vítimas têm acusado o governo russo de encobrir uma suposta ajuda que os rebeldes teriam recebido de membros corruptos do governo para chegarem a Beslan, fortemente armados, sem serem detectados.

mockup