Eram 16 horas quando a embaixatriz Gilda dos Santos Vieira de Mello, de 83 anos, soube que o filho, o chefe da missão da ONU no Iraque, Sérgio Vieira de Mello, havia sofrido um atentado em Bagdá. Apesar de a família ter recebido a confirmação da morte do diplomata duas horas antes, Gilda foi informada apenas de que o filho estava sob escombros. ''Aquele filho era a vida dela. Ela está em desespero total'', contou o primo de Viera de Mello, o médico Antônio Vieira de Mello. Gilda soube toda a verdade às 17 horas.
Ela andava muito preocupada com o filho. Em maio, havia colocado o nome de Vieira de Mello dentro de uma Bíblia, a fim de garantir-lhe proteção maior. ''Ela vinha tendo muitas premonições. Desde domingo, tentava falar com o filho, mas não conseguiu. A última vez em que conversaram foi no meio da semana passada'', contou Antônio.

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