Porto Alegre - A motorista Rosângela Maciel, mãe da bióloga e ativista Ana Paula Maciel, de 31 anos, sentiu-se aliviada com a libertação da filha, na Rússia, nesta quarta-feira, depois de dois meses em prisões de Murmansk e São Petersburgo. "A sensação é de alegria", resumiu. "Agora, meu coração está mais leve." Até o fim da tarde, Rosângela, que mora em Porto Alegre, não havia falado com Ana Paula e, por causa do fuso, havia transferido a expectativa de um contato para a madrugada desta quinta-feira, pelo horário brasileiro.
A certeza de que a bióloga e ativista do Greenpeace saiu da cadeia veio por informações da organização e também pelas fotos do noticiário eletrônico, que Rosângela não conseguiu ver com a rapidez que desejava porque passou o dia atarefada com o transporte de estudantes e, nos intervalos, com o atendimento dos telefonemas de parentes e amigos. Apesar do alívio, as informações sobre o futuro próximo da filha ainda são escassas.
"Soubemos que ela iria passar a noite na casa de uma advogada do Greenpeace", revelou a mãe. "Depois, é possível que a organização providencie alojamento para todos os que forem libertados", previu, admitindo ainda não saber que exigências a Justiça da Rússia impôs ao período de liberdade da ativista. Rosângela afirmou estar convicta, no entanto, de que a filha não será autorizada a viajar para o Brasil.
Ana Paula Maciel foi libertada após o pagamento de 2 milhões de rublos (R$ 141 mil) de fiança. Ela foi a primeira ativista do Greenpeace a deixar a prisão, após a Justiça russa autorizar a liberação de 17 ambientalistas. A brasileira estava no grupo de 30 ativistas que foram presos no início de setembro após o barco Arctic Sunrise interceptar uma plataforma de petróleo da estatal russa Gazprom, no mar Ártico, em 18 de setembro.

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