Caracas - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou ontem em Cuba, seu principal aliado e mentor ideológico, numa viagem improvisada vista como tentativa de marcar posição antes da histórica visita do presidente norte-americano, Barack Obama, à ilha. Obama chega a Havana amanhã para coroar a atual reaproximação entre EUA e Cuba, após meio século de inimizade. Maduro anunciou na quinta-feira que iria a Cuba. Ao desembarcar em Havana, horas depois, disse que o objetivo da visita é consolidar a "irmandade profunda entre nossos povos e nossas revoluções".
O presidente afirmou que discutiria com o governo cubano um pacote de cooperação que se estenderá até 2030 e incluirá temas econômicos, energéticos e políticos. Além da simbiose política, consolidada sob a Presidência de Hugo Chávez (1999-2013), os dois países têm pacto pelo qual Caracas manda 100 mil barris de petróleo diários a Havana e recebe em troca milhares de médicos comunitários e assessores militares.
Segundo diplomatas, o processo de normalização entre Havana e Washington é um duro revés para a Venezuela. Ao contrário de Cuba, laços de Caracas com Washington continuam marcados por tensões, apesar de os EUA ainda serem os maiores compradores do petróleo venezuelano.

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