São Paulo - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu a consolidação das milícias de trabalhadores, criadas durante o governo de Hugo Chávez, com a ajuda das Forças Armadas para fortalecer a defesa do país.
O anúncio é feito em meio ao aumento da tensão entre a oposição e o governo, causada pela suspeita de fraude na eleição presidencial de abril. O Conselho Eleitoral Venezuelano faz a auditoria dos votos e até o momento ainda não detectou nenhuma irregularidade.
No pleito, o herdeiro político de Chávez se elegeu com uma diferença de 1,5 ponto percentual em relação ao opositor Henrique Capriles. O processo está em 75% das cédulas e deverá ser encerrado em meados de junho.
Em discurso ao lado de autoridades militares, Maduro pediu o avanço rápido na implementação das milícias de trabalhadores, como parte da Milícia Nacional Bolivariana, força composta por reservistas e voluntários.
O objetivo "é fortalecer a aliança operária militar" e obter um maior respeito para a classe trabalhadora. "Serão ainda mais respeitados se as milícias tiverem 300 mil, 1 milhão, 2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras uniformizados e armados, preparados para a defensa da soberania e da revolução."
As milícias de trabalhadores foram um recurso usado por diversos partidos políticos e regimes de inspiração socialista desde o século 19.

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