Imagem ilustrativa da imagem Maduro aponta EUA como responsáveis por apagão na Venezuela
| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil



Após o apagão que atingiu Caracas e 22 dos 23 estados venezuelanos, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apontou os Estados Unidos como responsáveis pela pane elétrica que atingiu o país. Segundo ele, o objetivo é desestabilizar seu governo por meio de sabotagem cibernética.

Maduro disse que os "ataques cibernéticos" ocorreram desde o dia 7 por intermédio de pessoas infiltradas na empresa estatal de energia Corpoelec. Para ele, as ações se assemelham a atos de guerra.

O venezuelano disse que os Estados Unidos subestimam o povo venezuelano. Ele afirmou que haverá reações. "[Haverá] uma resposta esmagadora e patriotas que amam e defender com coragem, o nosso país", afirmou.

Maduro elogiou os trabalhadores de serviços de energia pelo sacrifício que fizeram em restaurar o serviço elétrico.

Em meio ao apagão, houve ontem (9) protestos em Caracas e várias cidades venezuelanas contra e a favor do governo. Simpatizantes de Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela, foram às ruas, assim como os de Maduro.

Eletricidade começa a voltar em várias partes da Venezuela

Gradualmente e de maneira parcial, bairros de Caracas e vários estados da Venezuela começaram hoje (10) a recuperar o fornecimento elétrico depois de um corte que começou, em nível nacional, na última quinta-feira (7) e que aprofundou a tensão entre o chavismo e o antichavismo, que promoveram protestos ontem (9).

O canal público de televisão VTV informou que mais de 20 localidades de Caracas recuperaram o abastecimento de energia e que "comunidades de vários estados do país registram uma restituição progressiva do serviço". A emissora, no entanto, não detalhou quais regiões voltaram a ser abastecidas.

Governadores de dois estados confirmaram o retorno da eletricidade. O governador de Miranda, o chavista Héctor Rodríguez, postou na rede social Twitter que o estado começa a recuperar o fornecimento de energia, embora o sistema ainda esteja instável.

A governadora de Táchira, a antichavista Laidy Gómez, informou que o estado voltou a ter eletricidade, cortada, como em grande parte do país, desde quinta-feira.

A organização não-governamental (ONG) Codevida, que atua na Venezuela, informou que 15 doentes renais morreram nos últimos dias no país, em decorrência da falta de diálise. A entidade receia que o número de vítimas aumente porque o apagão afetou o funcionamento dos aparelhos.

*Com informações da Telesur, emissora multiestatal de televisão com sede em Caracas

*Com informações da Télam, agência pública de notícias da Argentina

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