São Paulo - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ontem que a oposição, liderada pelo candidato derrotado nas eleições do último domingo, Henrique Capriles, está planejando um autoatentado para difamar o governo e enganar os Venezuelanos.
Através de sua conta no Twitter, o mandatário alertou que "temos a informação de que a direita está armando grupos com flanelas vermelhas para simular um ataque. Alertei todos os órgãos de segurança".
Maduro disse também que a oposição "em sua loucura de ódio e desespero é capaz de tudo. Só peço sensatez e que cesse a intolerância e a violência fascista. Paz".
Maduro disse ainda que solicitou ao Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) que mantenha a proteção de Capriles, apesar de o opositor contar com um esquema de segurança próprio, segundo a emissora Telesur.
Horas mais cedo, Caprilles disse no Twitter que Maduro havia mandado atacar sua residência oficial como governador do Estado de Miranda, em Los Teques. "Qualquer coisa que me aconteça na Residência Oficial em Los Teques será de responsabilidade de Nicolás Maduro."
Por sua parte, o presidente novamente responsabilizou a Capriles e a oposição por todos os atos de violência que ocorreram na Venezuela nos últimos dias.
"Vocês, fascistas, odeiam e odeiam, encheram de violência o país e agora dizem 'não fui eu'. Assumam sua responsabilidade, derrotamos seu golpe. Justiça", escreveu.
Maduro acusou a direita de atacar os Centros de Diagnóstico Integral (CDI) de La Vaquera, em Guarenas e de Palo Verde, em Caracas. O líder disse que ordenou a busca e prisão dos responsáveis.
Maduro recuperou o controle de sua conta no Twitter 48 horas depois de ter sido vítima de um hacker e ter seu acesso à rede social bloqueado temporariamente.

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