Madri condena 21 por ataques terroristas
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quinta-feira, 01 de novembro de 2007
Folhapress 
São Paulo - A Justiça espanhola condenou ontem 21 dos 28 acusados de planejar, executar ou auxiliar na preparação dos atentados terroristas ocorridos em Madri em 2004.
A ação -a pior já perpetrada por terroristas islâmicos na Europa- também feriu outras 1.800 pessoas. No dia do ataque, em 11 de março de 2004, dez mochilas explodiram em trens da capital espanhola no horário de pico do movimento, quando muitos seguiam para o trabalho.
Quatro dos principais réus do processo foram condenados a uma pena de 40 mil anos por assassinato e outras acusações em conexão com os ataques.
O juiz Javier Gomez Bermudez leu os veredictos em uma sala de audiência cercada por um forte esquema de segurança, que incluiu cães farejadores e helicópteros.
Sete réus foram inocentados -entre eles Rabei Osman el Sayed, 35, conhecido como ''Mohammed, o Egípcio'', que chorou após ouvir a sentença que o absolveu das acusações.
Ele está detido na Itália sob acusação de terrorismo e assistiu ao veredicto por meio de videoconferência. A Promotoria o acusava de ter afirmado, durante uma conversa telefônica, que os ataques tinham sido idéia sua.
Sayed esperou pelo resultado da sentença ao lado do seu advogado, dos magistrados do departamento antiterrorista de Milão Maurizio Romanelli e Armando Spataro e de um representante da Procuradoria espanhola em uma sala do Palácio de Justiça de Milão.
Em 29 de outubro, um tribunal de Apelação de Milão reduziu de dez para oito anos a condenação por terrorismo contra Sayed, ao considerar que ''ele não era um chefe da organização terrorista, mas um membro a mais''.
Muitos dos réus são jovens muçulmanos com origem no Norte da África, que supostamente agiram em conexão com a rede terrorista Al Qaeda. A ação terrorista seria uma represália ao destacamento de tropas espanholas no Iraque e no Afeganistão.
O grupo também inclui nove cidadãos espanhóis -entre eles, uma mulher- que são acusados de ter fornecido dinamite roubada utilizada no atentado. Os 28 acusados dizem ser inocentes.
A Promotoria havia pedido sentenças de 40 mil anos para oito dos principais réus, mas, na prática, o tempo máximo que eles poderão passar na prisão é de 40 anos.
A lei da Espanha não prevê prisão perpétua ou pena de morte.


