Madre Teresa será canonizada
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terça-feira, 15 de março de 2016
Agência Estado 
Roma - O Vaticano anunciou ontem que Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) se tornará uma santa em 4 de setembro, um dia antes do 19º ano de sua morte. O papa Francisco emitiu um decreto estabelecendo a data para a canonização da missionária. Ainda não foi definido o local da cerimônia, mas a maioria das canonizações é realizada pelo papa em Roma. Em abril de 2014, a dupla canonização dos papas João Paulo 2º e João 23 na Praça São Pedro atraiu cerca de 800 mil peregrinos à cidade.
Eventualmente, porém, essas cerimônias podem ocorrer fora de Roma. Em setembro, Francisco canonizou Junípero Serra, um missionário espanhol do século 18, na Califórnia, durante uma visita aos Estados Unidos. Caso o pontífice faça a cerimônia de canonização em Calcutá, seria a primeira visita de um papa à Índia desde 1999. De qualquer modo, o evento deve lançar foco sobre o atual Ano Sagrado da Misericórdia, que o papa iniciou no Vaticano em 8 de dezembro.
O líder da Igreja Católica abriu caminho para a canonização da Madre Teresa em dezembro, após decidir que a cura de um brasileiro com infecção cerebral e doença renal, em 2008, havia ocorrido por intercessão dela. A Igreja Católica normalmente exige um milagre "médico" antes que um católico morto possa ser declarado beato e mais um para que ele possa virar santo.
O papa João Paulo 2º beatificou Madre Teresa em 2003, após reconhecer como um milagre a cura de uma mulher indiana. Em geral, o Vaticano espera no mínimo cinco anos após a morte de alguém antes de considerar a beatificação, mas o processo pode levar séculos. No caso da Madre Teresa, com a permissão papal, o processo começou já 18 meses após a morte.
Madre Teresa nasceu em Anjëzë Gonxhe Bojaxhiu, de uma família de etnia albanesa em Skopje, onde atualmente fica a República da Macedônia. Ela fundou as Missionárias da Caridade, ordem religiosa que se dedicava aos "mais pobres entre os pobres", em 1950, em Calcutá. Ganhou o Nobel da Paz em 1979. No momento de sua morte, a ordem dela tinha mais de 4 mil membros, com atuação em cinco continentes.


