Madeleine chega ao Oriente Médio para novas negociações
Foto de France PresseA secretária: tensãoIsraelenses e palestinos se entrincheiravam ontem antes da chegada a Jerusalém da secretária de Estado norte-americano, Madeleine Albright, cuja atenção está voltada especialmente para a crise no Iraque. Em sua chegada, Madeleine tinha prevista uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Hoje, a chefe da diplomacia norte-americana se reunirá com o ministro de Defesa, Isaac Mordejai, e com o presidente israelense, Ezer Weizamn. Depois, a enviada viajará a Ramalá, na Cisjordânia, para se reunir com o presidente palestino, Yasser Arafat.
Desde o começo da nova crise com o Iraque, os Estados Unidos reiteraram que garantirão a segurança de Israel, que durante a Guerra do Golfo, em janeiro de 1991, foi bombardeado com mísseis Scud iraquianos. No entanto, o objetivo oficial da visita de Madeleine Albright é dar sequência aos esforços destinados a desbloquear o processo de paz e aplicar a tão esperada retirada militar israelense na Cisjordânia.
Segundo a imprensa, Netanyahu estaria disposto a realizar uma retirada ligeiramente superior a 10% da Cisjordânia, com a condição de que os palestinos renunciem as retiradas posteriores previstas nos acordos de autonomia.
Mas, o líder da direita radical, o ministro israelense da Infra-estrutura, Ariel Sharon, desmentiu toda a flexibilização da posição israelense. Posso garantir em nome do primeiro-ministro que não se realizará uma retirada de mais de 9% antes do final das negociações sobre o estatuto final dos territórios, disse Sharon à rádio.
Os palestinos, por sua vez, insistem em que Israel aplique os acordos, que prevêm três etapas de retirada militar na Cisjordânia antes do verão (boreal) de 1998. A primeira retirada, prevista para março passado, não se concretizou. Então, Israel propôs uma retirada de 2% da zona sob seu controle exclusivo, o que os palestinos consideraram insuficiente.
Somos totalmente contrários à supressão de uma terceira etapa de retirada, disse à AFP Maruan Kanfani, porta-voz de Arafat. Estamos dispostos a respeitar todas as nossas obrigações contempladas nos acordos e Israel deve fazer o mesmo, destacou.
Como condição prévia a qualquer retirada militar na Cisjordânia, Netanyahu exigiu que a Carta (Constituição) palestina seja emendada para eliminar as referências à destruição de Israel.
Na véspera de seu encontro com Madeleine Albright, Arafat tinha previsto se reunir com o Comitê Executivo da OLP. Segundo Kanfani, esta instância poderia discutir a anulação de certas cláusulas da Carta.





