Macron toma posse e fala em reformar a UE
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domingo, 14 de maio de 2017
France Presse 

Paris - O novo presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu neste domingo (14) "devolver a confiança" aos seus compatriotas e relançar a União Europeia, em seu discurso de posse no palácio do Eliseu.
"A Europa que precisamos será reformada e relançada, já que nos protege", declarou este centrista pró-europeu de 39 anos.
Na tarde desta segunda-feira (15), Emmanuel Macron, assim como fez seu antecessor socialista François Hollande em 2012, viajará a Berlim para reunir-se com a chanceler alemã Angela Merkel, em sua primeira viagem oficial ao exterior.
Macron, europeísta fervoroso, quer impulsionar uma cooperação mais estreita com a maior economia da zona do euro para ajudar o bloco a superar a iminente saída do Reino Unido, outro de seus membros mais poderosos. Frente aos "excessos" do mundo, "precisamos de uma Europa mais eficaz, mais democrática, mais política, pois é o instrumento de nossa força e de nossa soberania", assegurou diante de centenas de convidados reunidos no salão de festas do Eliseu para a cerimônia de posse.
"Uma nova página se abre para a França, um novo impulso para a Europa", escreveu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em sua conta do Twitter.
PRIMEIRO-MINISTRO
O novo chefe de Estado, que deve ainda enfrentar as urnas nas difíceis eleições legislativas nas quais seu movimento político buscará a maioria absoluta para poder aplicar sua ambiciosa agenda de reformas, prometeu também "unir" os franceses, cada vez mais céticos com a globalização e com a Europa. "As francesas e os franceses que se sentem esquecidos por esse grande movimento do mundo deverão sentir-se mais protegidos", disse ele, que ganhou com folga as eleições presidenciais apesar do resultado histórico da líder da extrema direita Marine Le Pen.
O ex-banqueiro, que nunca antes havia se submetido ao veredito das urnas e que conquistou o poder com um programa "nem de direitas nem de esquerdas" sem um partido político estruturado, prometeu reformar "profundamente a vida política" em um país muito dividido, com um desemprego endêmico (10%) e ainda sob o estado de emergência devido às ameaças terroristas.
Na segunda-feira, prevê-se que Macron nomeie o novo chefe de governo, que dirigirá a batalha das legislativas de junho pelo movimento presidencial "A República em marcha", no que será um teste sobre seu desejo de recompor a política.
Emmanuel Macron guardou segredo em sua eleição, mas o nome mais cogitado é o de Edouard Philippe, um representante da direita moderada próximo ao ex-primeiro-ministro conservador Alain Juppé.


