Buenos Aires - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou ontem que vai repatriar os 18 milhões de pesos (cerca de R$ 4,6 milhões) que mantém no paraíso fiscal das Bahamas. "Já dei a ordem para que o administrador [dos bens] traga tudo para a Argentina", afirmou, ao ser questionado por jornalistas. Segundo o chefe de Estado, o capital poderá ser aplicado em títulos do governo.
Dois fatores desencadearam a decisão do mandatário. O primeiro foi a publicação, pelo jornal "El Cronista", de sua declaração de bens, na qual consta que os milhares de peso estão em um paraíso fiscal. O segundo foi o projeto do governo anunciado na última sexta para atrair ao país dinheiro que os argentinos mantêm no exterior de forma ilegal. Apesar de o capital de Macri estar em situação regular, o assunto não ficou imune a questionamentos, já que veio acompanhado da notícia de um incremento de 108% em seus bens.
Em dezembro de 2015, o chefe de Estado possuía 110,3 milhões de pesos (R$ 28 milhões) em bens. Um ano antes, eram 53 milhões de pesos. De acordo com informações apresentadas pelo mandatário ao Departamento Anticorrupção, a alta ocorreu porque as declarações de 2014 e de 2015 foram feitas em sistemas diferentes.

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