Macri critica chanceler venezuelana
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sábado, 17 de dezembro de 2016
Sylvia Colombo<br>Folhapress 
Buenos Aires - O presidente argentino Mauricio Macri respondeu nesta sexta-feira (16) à provocação do homem-forte do chavismo, Diosdado Cabello, que o chamou de "covarde" por conta do tratamento recebido pela chanceler venezuelana Delcy Rodríguez na última reunião do Mercosul, há dois dias, em Buenos Aires.
Por conta da "cessação da participação" da Venezuela, decidida pelos outros países do bloco, Delcy não estava convidada para o encontro, mas mesmo assim viajou à Argentina. Ao ser avisada pela chanceler anfitriã do encontro, Susana Malcorra, de que não teria sua entrada permitida, a venezuelana insistiu e forçou a passagem para dentro do Palácio San Martín, onde ocorria a reunião, causando confusão entre manifestantes e policiais.
Na quinta-feira (15), o governo venezuelano ainda alegou que Delcy havia sido ferida pelas forças de segurança que guardavam o Palácio San Martín, algo que não se observou no local: a chanceler despediu-se sorridente dos manifestantes e saiu dali caminhando normalmente em direção ao carro que a transportou.
Em entrevista a jornalistas após a reunião bilateral com a presidente chilena Michelle Bachelet, Macri disse que "covarde é submeter um povo pela força e não deixá-lo se expressar". Com relação ao episódio, o mandatário argentino disse ainda que se trata de "uma pequena anedota perto do problema maior, que é a pobreza, o abandono e o desrespeito aos direitos humanos que vêm ocorrendo na Venezuela". Também recriminou a chanceler venezuelana porque "uma pessoa não pode se autoconvidar a um encontro para o qual não foi chamada".
Macri ainda acrescentou que "a cada dia ficamos sabendo de novas medidas e imposições do governo venezuelano contra seu próprio povo". "Nós desejamos apenas que tudo isso acabe e que os venezuelanos possam finalmente decidir sobre o seu futuro", decretou.


