As forças macedônias passaram ontem à ofensiva para tentar expulsar a guerrilha albanesa da região de Kumanovo, no Norte do país, depois de três semanas de guerra entre rebeldes e o exército. O exército macedônio bombardeou pela manhã as localidades de Slupcane e Vaksince, ocupadas pela guerrilha albanesa perto de Kumanovo, segundo um correspondente da AFP.
Um representante da guerrilha albanesa na Macedônia afirmou ontem que os bombardeios iniciados esta manhã causaram mortos e feridos entre os civis, especialmente na população de Slupcane. Tais informações ainda não podiam ser confirmadas e o exército macedônio não informou, por seu lado, a existência de vítimas.
Os bombardeios também teriam causado 200 feridos entre a população civil, segundo a mesma fonte.
Milhares de civis – 10.000, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) – continuam na zona do conflito, tornando cada vez mais difícil uma ação millitar contra os rebeldes.
O Governo reiterou recentemente que a segurança da população é prioridade e que deseja evitar um ‘‘banho de sangue’’.
O porta-voz do exército macedônio, coronel Blagoja Markovski, anunciou previamente à AFP que as forças macedônias tentavam ‘‘cercar’’ o povoado de Vaksince, que esteve, junto com Slupcane, no centro dos bombardeios iniciados em 3 de maio.
Horas antes, o exército anunciou ter lançado ‘‘ações ofensivas’’ contra os arredores da localidade de Kumanovo, para ‘‘cercar a região do conflito, deter e fazer retroceder os grupos terroristas e criar as condições para permitir aos civis sair da região’’.
O UCK ocupa desde o início do mês vários provoados neste setor e até agora não deu sinais de retirada.
O recrudescimento das ações ofensivas provocou novo êxodo de refugiados que tentavam fugir para zonas mais seguras, alguns inclusive tentando chegar a Kosovo, na Sérvia.

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