Macchi enfrenta risco de uma explosão social
Associated Press
De Assunção
O governo do presidente Luis González Macchi, que em março cumprirá um ano no poder, enfrenta o risco de uma explosão social caso não consiga atenuar a grave crise econômica por que passa o país.
O economista Luis Alén disse que a falta de atenção adequada à economia está conduzindo o país à uma crescente deteriorização social. Os investimentos foram insuficientes em setores-chave como a indústria.
O líder sindical Alan Flores, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirmou que o país necessita de mais empregos, menos corrupção e atenção às necessidades reais do povo.
O analista político Carlos Martini foi categórico ao afirmar que se em um período próximo a crise econômica não for atenuada, corre-se o risco de ocorrer uma explosão social, abrindo caminho para os oportunistas políticos, que poderiam tentar implantar um regime personalista e messiânico.
Entre 1995 e 1998 quebraram 38 bancos comerciais privados, empresas financeiras e casas de câmbio, o que resultou num grande abalo para o mercado financeiro.
Em meio à crise, ocorrem diariamente manifestações de trabalhadores, que exigem melhores condições de trabalho e aumento salarial. Enquanto os assessores de Macchi avaliam os custos sociais e políticos, as contas bancárias são esvaziadas, segundo o jornalista Osvaldo Acosta, porque o público mais rico busca refúgio em uma moeda forte como um instrumento anticrise.





