O novo presidente do Paraguai, Luis González Macchi, acusou o ex-general general Lino Oviedo, asilado desde segunda-feira passada na Argentina, de dirigir ‘‘a máfia’’ em seu país e estar ligado ao ‘‘narcotráfico, venda de armas e jogo ilegal’’.
Em matéria publicada pelo jornal Noticias em sua edição de ontem, Macchi disse que ‘‘Oviedo não controla a máfia, Oviedo é a máfia’’.
González Macchi disse ainda estar ‘‘convencido’’ de que Oviedo ‘‘está envolvido na execução do vice-presidente (Luis María) Arga¤a porque ele queria desmantelar essa máfia’’.
González Macchi se disse também ‘‘desconcertado’’ com o asilo dado a Oviedo pelo governo argentino e afirmou que o ex-homem forte do Paraguai ‘‘não é um perseguido político, mas um delinquente comum, que foi sentenciado a dez anos de prisão e está sendo processado em outras causas judiciais’’. ‘‘Mas não se abandona os amigos nas horas ruins e Menem e Oviedo são muito amigos’’, ressaltou.
O presidente argentino Carlos Menem declarou ontem, em Roma, que o asilo concedido ao ex-general Lino Oviedo foi decidido no ‘‘âmbito da legalidade’’. Menem, que está visitando a Itália, defendeu a decisão alegando que ela foi tomada em ‘‘cumprimento dos pactos firmados pela Argentina sobre o direito de asilo’’.

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