Luxemburgo aprova Constituição Européia
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domingo, 10 de julho de 2005
France Presse 
Luxemburgo - Luxemburgo aprovou a Constituição Européia com 56,52% dos votos no referendo celebrado ontem, segundo resultados definitivos. O número de 'não' à Carta ficou em 43,48%, mas não conseguiu impedir que Luxemburgo se tornasse o 13º Estado a ratificar o tratado e o primeiro após a rejeição da França e da Holanda, em maio e junho, respectivamente.
A aprovação da Constituição no pequeno ducado de Luxemburgo, que conta com 450 mil habitantes, indica uma vitória para o primeiro-ministro Jean Claude Juncker, que ameaçou renunciar se os luxemburgueses rejeitassem o Tratado. Após a divulgação dos resultados, Juncker frisou que a Constituição Européia não estava morta, em uma declaração à televisão nacional RTL.
''A mensagem que aparece e que se dirige à Europa e ao mundo é que a Carta não morreu após as votações na França e na Holanda'', destacou Juncker, que admitiu, contudo, que esperava um resultado mais apertado. O líder político, na verdade, não dispunha de estimativas precisas sobre a intenção de votos, já que em Luxemburgo é proibida a publicação de pesquisas a partir de um mês da data de um referendo.
Não só Juncker, mas a maioria dos políticos locais previa um resultado acirrado na consulta deste domingo. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, comemorou a aprovação do tratado, recordando que o compromisso dos 25 países membros agora é realizar uma profunda reflexão sobre o futuro e a finalidade do bloco.
''Este é um sinal forte, pois significa que uma maioria dos Estados membros considera que o Tratado Constitucional responde às suas expectativas e abre as portas a uma Europa mais democrática, mais transparente, mais eficaz e forte no cenário internacional'', declarou Barroso em um comunicado.
O 'não' foi majoritário nos sete municípios de Luxemburgo na antiga área mineira e industrial contígua à fronteira com a França, assim como em dois pequenos distritos onde funcionam centros para refugiados.
O 'sim' prevaleceu sobretudo na capital do ducado. A quase totalidade da classe política luxemburguesa se mostrou favorável à aprovação do tratado, à exceção da pequena formação populista de direita ADR. ''É um sim claro, mas não esmagador. Recorda-me o resultado da França, pois o 'não' foi mais forte nas cidades operárias'', declarou para a AFP o eurodeputado socialista luxemburguês Robert Goebbels.
Também os círculos econômicos e os grandes sindicatos do país apoiaram o 'sim', apesar de os luxemburgueses expressarem seu temor de que a Constituição provoque uma recessão em matéria de serviços públicos.


