Líderes e homens de Estado católicos, muçulmanos e budistas expressaram ontem a dor pela morte de madre Teresa de Calcutá, garantindo que se trata de uma perda para a Humanidade, descrevendo-a como um brilhante exemplo de humanidade.
A freira católica e prêmio Nobel da Paz, morta ontem em Calcutá aos 87 anos na sede da congregação que havia fundado, a das Missionárias da Caridade, foi universalmente homenageada por seu trabalho pelos pobres e desfavorecidos da Índia, do Terceiro Mundo e pela Humanidade em geral.
O papa João Paulo II, que rezou ontem uma missa em sua memória, enviou à irmã Nirmala, nova superiora da Ordem, uma mensagem na qual agradeceu ‘‘calorosamente ao Senhor’’ por ter confiado ao mundo esta mulher de ‘‘fé inquebrantável’’.
A Grã-Bretanha, de luto pela recente morte da princesa Diana, enviou mensagens de líderes religiosos e civis, inclusive da rainha Elizabeth II.
‘‘Neste momento de luto para nós no Reino Unido, tomei conhecimento com enorme tristeza da morte da madre Teresa’’, escreveu a Rainha.
A Índia declarou dois dias de luto nacional e seu primeiro-ministro, Inder Kumar Gujral, viajou ontem para Calcutá.
Gujral deplorou a morte de Madre Teresa e considerou que o mundo ficou mais pobre. ‘‘Faltam palavras para expressar minha tristeza’’, disse.
Os reis Juan Carlos e Sofia de Espanha expressaram seu pesar em um telegrama à superiora das Missões da Caridade em Calcutá, cidade onde será enterrada a religiosa no próximo dia 13.
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, declarou, por sua vez, que a Madre Teresa, que visitou a sede da Organização em duas ocasiões, era um ‘‘brilhante exemplo de caridade, disponibilidade e força espiritual’’.
A morte da religiosa, de origem albanesa, ‘‘entristeceu todo os albaneses’’, afirmou o presidente Rexhep Meidani em um comunicado. Madre Teresa, ‘‘símbolo da bondade universal’’, era ‘‘uma grande albanesa’’, disse.

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