Nova DélhiDoze guerrilheiros islâmicos, um soldado e um policial morreram ontem em confrontos na parte da indiana da Caxemira, informaram fontes oficiais de Nova Délhi.
A violência na região aumentou desde o mês passado, quando houve a convocação das eleições para o Parlamento. Só neste período, 600 pessoas já morreram, sendo que os rebeldes islâmicos ameaçaram matar todos os candidatos.
O Exército local matou ontem oito militantes que tentavam entrar em território indiano pelo lado paquistanês da Linha de Controle, que divide a disputada região da Caxemira, entre a Índia e o Paquistão.
No tiroteio com os rebeldes, morreram também um soldado e um membro das Forças de Segurança da Fronteira, acrescentaram as fontes.
Outros dois militantes islâmicos perderam a vida na região de Hiranagar, no distrito de Kupwara, no decorrer de uma operação policial que durou toda a noite.
Segundo a polícia, os dois rebeldes mortos eram os autores do ataque de terça-feira passada, no terceiro dia das eleições regionais, contra um ônibus, o que provocou a morte de nove pessoas.
Os militantes pertenciam à organização Lashkar-e-Toiba, um dos doze grupos guerrilheiros que lutam pela independência da Caxemira sob controle dos indianos, o equivalente a dois terços de toda a região, segundo as forças de segurança.
As eleições para a escolha das 87 cadeiras do Parlamento de Yamu e da Caxemira são realizadas em quatro etapas, três das quais já aconteceram nos dias 16 e 24 de setembro, e em primeiro de outubro. A última será realizada no dia 8.
A previsão é de que em três ou quatro dias venha a público o resultado das eleições, consideradas muito importante pelo governo da Índia e interpretado como uma legitimação de sua autoridade neste Estado.

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