Boston - O lutador de jiu-jítsu gaúcho Carlos Alberto de Oliveira, de 43 anos, preso na terça-feira por agentes federais ao causar distúrbios durante o vôo 890 da United Airlines, que seguia de Los Angeles, na Califórnia, para Washington, compareceu à Corte norte-americana na quarta-feira e ontem, mas ainda não teve sua fiança estabelecida.
O defensor indicado pelo Estado da Virgínia, Paul Chermont, está tentando estabelecer provas de que a atitude do brasileiro foi provocada por problemas psicológicos, e não havia propósitos terroristas.
Oliveira ainda está sob a custódia do FBI na Virgínia, mas a porta-voz da polícia federal americana, Debbie Weierman, já disse que não acredita que o brasileiro ''tenha ligação com algum grupo terrorista''. O lutador voltará à Corte hoje para conhecer a decisão do juiz do condado de Loudon, que só estabelecerá uma fiança se não houver indícios de crime federal.
Oliveira deu socos no ar e tentou abrir a porta traseira de emergência do Airbus 320 da United logo após a decolagem, e deve ser condenado, segundo agentes do FBI, apenas pelos transtornos causados durante o vôo. Ontem, a Justiça norte-americana mandou checar os antecedentes criminais de Oliveira no Brasil.
''O agravante é que os Estados Unidos estão com a memória ainda voltada para o 11 de Setembro, e todas as comemorações foram 24 horas antes do incidente'', disse em Boston o lutador Daniel Gazone, professor do Brazilian Top Team, mesma academia do faixa preta detido.
O proprietário da academia à qual o brasileiro Carlos Alberto de Oliveira esteve vinculado até 2002 não acredita que o lutador de jiu-jítsu tenha tentado agredir alguém, ou mesmo pretendesse abrir a porta do avião durante o vôo. O empresário Walter Mattos, 46 anos, dono da Academia Sul, em Porto Alegre, acha que houve um mal-entendido nisso tudo.

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