Lula resgatará reforma do Conselho de Segurança
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sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Denise Chrispim Marin<br> Agência Estado 
Salamanca - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reservou para o discurso no fim da reunião dos 22 países ibero-americanos para o resgate de um objetivo da política externa a reforma do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que foi sepultada em setembro. Mas, desta vez, Lula terá o cuidado de não abordar o pleito brasileiro de se tornar membro permanente desse grupo de maior influência em questões de política e de segurança internacional, conforme antecipou o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.
''O presidente vai retomar a proposta sem colocar a reivindicação brasileira, por ser polêmica na comunidade ibero-americana. Quatro países resistem a essa iniciativa'', afirmou Garcia, referindo-se à Argentina, Colômbia, Espanha e México. ''Queremos consagrar, primeiro, o princípio da reforma da ONU. Depois, a fórmula do G-4. Por fim, ir para a final'', completou, referindo-se ao grupo dos quatro países Alemanha, Brasil, Índia, Japão que pleiteiam o acesso ao CS na condição de membros permanentes e que prometeram apoio mútuo e ação conjunta.
A retomada desse bordão ocorrerá na intervenção de Lula na terceira e última sessão de debates da 15 Reunião de Cúpula Ibero-Americana, etapa em geral esvaziada pelo retorno antecipado de parte dos chefes de Estado aos países.
Educação O Brasil apresentou informalmente ontem, um projeto para trocar parte de sua dívida por educação, aproveitando uma lei aprovada em agosto no País sobre o ensino obrigatório de espanhol na escola secundária. O ministro brasileiro da Educação, Fernando Haddad, explicou a um grupo de jornalistas que o País necessitará formar 12 mil professores nos próximos cinco anos e deseja que, em troca, parte de sua dívida seja perdoada.
''Até agora, trocar dívida por educação é abstrato e fica, às vezes, numa proposta voluntarista'', declarou Haddad, recordando que o presidente Lula escreveu em 2004 ao chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, para lhe propor a troca. O ministro destacou também que o Instituto Cervantes planeja abrir sete centros no Brasil, o que pode ajudar neste projeto de formação de professores de espanhol. (Com France Presse)


