Lula propõe cúpula mundial em 2012 no Brasil
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
France Presse 
Nova York - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs nesta terça-feira a realização de uma conferência mundial sobre o meio ambiente no Brasil, em 2012, ao inaugurar os discursos presidenciais da 62ªAssembléia Geral das Nações Unidas em Nova York.
O presidente recordou que o Brasil foi anfitrião em 1992 da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, e pediu que a comunidade internacional avalie, 20 anos depois, o que foi feito até o momento.
Precisamos revisar o que foi alcançado desde então e estabelecer um novo rumo. Proponho que façamos uma nova conferência, em 2012, no Brasil, a Conferencia Rio+20, afirmou Lula.
Em seu discurso, Lula classificou de extremamente grave a questão da mudança climática e reiterou que o Brasil não abdicará sob nenhuma circunstância a sua soberania ou suas responsabilidades na Amazônia.
O presidente da principal nação produtora de biocombustíveis do planeta, junto aos Estados Unidos, assinalou que o mundo precisa desenvolver urgentemente uma nova matriz energética, na qual esses combustíveis terão um papel vital.
A experiência do Brasil em três décadas mostrou que a produção de biocombustíveis não afeta a segurança alimentar, afirmou Lula, contrariando as posturas recentemente expressadas pelo presidente cubano Fidel Castro, que classifica como uma idéia sinistra o uso de alimentos para produzir energia.
Lula também reiterou que o mundo precisa de uma distribuição nova e mais equilibrada da riqueza, internacionalmente e em cada país. A derrota final da pobreza, no entanto, necessita mais que solidariedade internacional. Depende principalmente de novas relações econômicas, que não prejudiquem mais os países pobres, afirmou.
A Rodada de Doha (de liberalização comercial na Organização Mundial do Comércio) deverá promover um verdadeiro pacto para o desenvolvimento, adotando regras justas e equilibradas para o comércio internacional, reclamou mais uma vez.
O presidente insistiu: Os subsídios agropecuários que tornam mais ricos os ricos e mais pobres os pobres não são aceitáveis. Não podemos aceitar protecionismos agrícolas que perpetuem a dependência e o subdesenvolvimento.


